A doação de órgãos, nos últimos anos no país, houve uma grande divulgação na mídia, o que aumentou significamente o número de doadores. Alem disso o investimento neste programa favoreceu para que o SUS desse o devido valor para as pessoas que esperam por uma doação. Fazendo com que aperfeiçoassem os processos de doação, aumento a rapidez da notificação por morte encefálica e cuidado intensivo dos doadores. O valor desse investimento mais que triplicou nos últimos oito anos chegando a 1,2 bilhão em 2010.
O numero de transplantes, considerando órgãos sólidos, tecidos e células, aumentou 65% desde 2003 com 21.040 em 2010. O Sistema Único de Saúde foi responsável por 95% desses transplantes, colocando o Brasil dentro os maiores sistemas públicos de transplantes em todo o mundo. O transplante de medula óssea teve um aumento expressivo de 57,51% comparado com 2003. O ministério atribui a esse aumento na grande expansão do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Ossea que registra dois milhões de doadores cadastrados, sendo o terceiro maior banco de dados no mundo, superando apenas EUA e Alemanha. Que por sua vez, teve o incentivo na mídia com Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos vinculada em 2008 com slogan Tempo é Vida.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil bateu o recorde em 2010 em doação de órgãos. Em comparação com 2009 houve um aumento de 14% no numero de doadores, com isso o Brasil atinge a marca histórica de 9,9 doadores por milhão (pmp). Entre os estados mais destacados foram Santa Catarina com 17 (pmp) e São Paulo com (21pmp), numero já bem próximo de países como Espanha e Canadá.
Em Santa Catarina a Fundação pró-rim com matriz em Joinville, que trabalha com transplante de rim e pâncreas, atingiu em 2011 a marca de 900 transplantes desde 1979. Que por sua vez foi o primeiro transplante realizado no estado. A meta este ano é chegar a 1000 transplantes. A fundação conta com consultórios médicos, unidade de hemodiálise, sala de recreação, laboratório de analises clinicas e um centro cirúrgico. Agora a meta é a construção do novo Complexo Hospitalar, que será completo de prevenção e reabilitação de pacientes renais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, concordou com esse projeto em abril deste ano, solicitando a liberação de 20 milhões para aquisição de equipamentos do novo hospital e 4,4 milhões para programas de prevenção, tendo data prevista para julho deste ano ainda. O ministro também garantiu para a continuação da liberação de recursos para atender a população com mais qualidade. Essa é uma ótima noticia tanto para Joinville quanto para Santa Catarina, que terá um grande avanço na área da saúde.
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