segunda-feira, 16 de maio de 2011

Doe órgãos. Doe vida


            A doação de órgãos, nos últimos anos no país, houve uma grande divulgação na mídia, o que aumentou significamente o número de doadores. Alem disso o investimento neste programa favoreceu para que o SUS desse o devido valor para as pessoas que esperam por uma doação. Fazendo com que aperfeiçoassem os processos de doação, aumento a rapidez da notificação por morte encefálica e cuidado intensivo dos doadores. O valor desse investimento mais que triplicou nos últimos oito anos chegando a 1,2 bilhão em 2010.
            O numero de transplantes, considerando órgãos sólidos, tecidos e células, aumentou 65% desde 2003 com 21.040 em 2010. O Sistema Único de Saúde foi responsável por 95%  desses transplantes, colocando o Brasil dentro os maiores sistemas públicos de transplantes em todo o mundo. O transplante de medula óssea teve um aumento expressivo de 57,51% comparado com 2003. O ministério atribui a esse aumento na grande expansão do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Ossea que registra dois milhões de doadores cadastrados, sendo o terceiro maior banco de dados no mundo, superando apenas EUA e Alemanha. Que por sua vez, teve o incentivo na mídia com Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos vinculada em 2008 com slogan Tempo é Vida.
            Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil bateu o recorde em 2010 em doação de órgãos. Em comparação com 2009 houve um aumento de 14% no numero de doadores, com isso o Brasil atinge a marca histórica de 9,9 doadores por milhão (pmp). Entre os estados mais destacados foram Santa Catarina com 17 (pmp) e São Paulo com (21pmp), numero já bem próximo de países como Espanha e Canadá.
            Em Santa Catarina a Fundação pró-rim com matriz em Joinville, que trabalha com transplante de rim e pâncreas, atingiu em 2011 a marca de 900 transplantes desde 1979. Que por sua vez foi o primeiro transplante realizado no estado. A meta este ano é chegar a 1000 transplantes. A fundação conta com consultórios médicos, unidade de hemodiálise, sala de recreação, laboratório de analises clinicas e um centro cirúrgico. Agora a meta é a construção do novo Complexo Hospitalar, que será completo de prevenção  e reabilitação de pacientes renais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, concordou com esse projeto em abril deste ano, solicitando a liberação de 20 milhões para aquisição de equipamentos do novo hospital e 4,4 milhões para programas de prevenção, tendo data prevista para julho deste ano ainda. O ministro também garantiu para a continuação da liberação de recursos para atender a população com mais qualidade. Essa é uma ótima noticia tanto para Joinville quanto para Santa Catarina, que terá um grande avanço na área da saúde.
                                                                                          
                                                                    


http://www.adote.org.br/index.php - SITE PARA O CADASTRAMENTO DE DOADORES

segunda-feira, 4 de abril de 2011

o que é fibrose cística?

Hoje foi mais um dia no projeto de extensão de pediatria respiratoria. Tivemos uma noção geral sobre esse assunto:
Fibrose cística é uma doença genética, autossomica recessiva letal, e de maior ocorrência em caucasianos. O gene mutacional foi identificado no braço longo do cromossomo 7, onde há o regulador de condutância transmembrana da fibrose cística (CTFC), ou seja a proteína de membrana responsabilidade pelo transporte de íons na célula. A principal hipótese para essa disfunção da proteína, é que o produto do gene anormal é responsavel pela diminuição na secreção de cloro e agua pelas células epiteliais das vias aéreas, resuntando em um muco desidratado. Então o muco fica mais difícil de ser expectorado dos bronquios já que ele fica mais denso e viscoso. A bronquiectasia acaba sendo a principal conseqüência da FC, em que os cílios dos brônquios perdem sua função, de expelir, e se deformam dilatando a cavidade ocasionando maior volume acumulado de secreção no local. Ambiente propício para infecções de microorganismos e possíveis inflamações.

Pode também haver envolvimento com sistema digestório, em que o bolo alimentar não é retido devidamente no trato intestinal, já que há deficiência na absorção tecidual das células intestinais. Crianças desnutridas, magras, pequenas, perdem facilmente peso com essa doença.

O diagnóstico deve ser preciso, detectado muitas vezes no teste do pezinho, ou no "teste do suor". Esse último muito eficaz por medir a concentração de sódio, potássio e cloro, no suor coletado no paciente, que deverá ser muito salgado. E o teste do pezinho detectará deficiência de enzimas pancreáticas (TIR), que também é um sintoma do distúrbio. Em avaliações pode-se observar anormalidades que normalmente ocorrem para oferecer uma maior vantagem mecânica, como o encurtamento dos músculos acessórios, cifose cervical e as costelas inferiores aumentadas e o tórax em forma de barril por causa da hiperinflação dos pulmões.

Ainda não há tratamento, entretanto pode-se intervir dependendo da gravidade da doença. Em casos mais graves são ingeridos na alimentação do paciente enzimas para ajudar na absorção de nutrientes. E em doença pulmonar crônica remédios para redução da viscosidade e a fisioterapia contínua pode cuidar para uma melhor qualidade de vida desse indivíduo. Com atividades para ajudar na desobstrução das vias aéreas e assim evitar futuras infecções pulmonares.


REFERÊNCIA
TECKLIN, Jan Stephen. Fisioterapia Pediátrica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
Professora Camila

terça-feira, 22 de março de 2011

O que é Saúde?

A preocupação do ser humano em cuidar da sua saúde, desvendando mistérios da ciência e transgredindo nas tecnologias, para assim aumentar sua qualidade de vida e sua expectativa consequentemente sempre serão os principais objetivos da evolução.

Cuidar da saúde é essencial para se viver melhor. Isso inclui a alimentação, lazer, condições de moradia, não exatamente estar em estado de ausência de alguma doença. É complexo falar sobre um conceito definido de saúde sem tocar na doença, porém deve-se ter em mente que uma pessoa pode não ter necessariamente nenhuma doença e mesmo assim não ser saudável, vivendo por exemplo sem se preocupar na limpeza de alimentos ou higienes pessoais. Pois existem  fatores externos que interferem diretamente no nosso estado de "saúde", como o estado socioeconômico , segurança, acesso a saúde pública, educação enfim ter aceso a informações para adquirir seus direitos.

"No fim todos os problemas sociais convergem para a saúde ou a falta dela.

O que falar então a respeito de políticas publicas como o Bolsa Família? No meu ver, esse tipo de ação é o modo mas fácil de solucionar problemas que abrangem toda uma transformação da comunidade. Ao invés de pagar para uma família continuar de forma passiva diante da sociedade, deveriam investir esse capital na potencialidade desses indivíduos, oferecendo mais oportunidades de renda para essa família. Pois ter perspectiva de trabalho gera confiança e autonomia, que consequentemente trará informação sobre a importância de uma educação melhor para seus filhos.

Qual seria a solução para abranger a  saúde publica?
Seria ideal haver participação social, da comunidade relacionada, em projetos escutando seus maiores desafios do cotidiano e juntamente com os moradores solucioná-los da melhor maneira possível. As vezes só é preciso juntar um bom diálogo, doações ou parceria do governo para se ter uma boa iniciativa social.

Por isso é necessário entender que a educação vai além da mera aquisição de hábitos e conhecimentos". Em outras palavras, relacionar conhecimentos para a vida das pessoas, para só assim haver a transformação.

segunda-feira, 14 de março de 2011

fisioterapia pediatrica

Comecei a fazer um projeto de extensão na universidade voluntariamente. Irei acompanhar o tratamento fisiorespiratório na área da pediatria. Espero ajudar o maximo possivel as crianças, nesse semestre, e poder compartilhar o que aprender aqui. ^^
Tivemos uma introdução do que será o projeto e no começo iremos apenas assistir, mas acho que será muito produtivo. Como estamos no começo da faculdade não sabemos as técnicas, mas acredito que a curiosidade e a  vontade de aprender faça valer a pena.


terça-feira, 1 de março de 2011

Des - igualdade

Na última aula de educação em saúde, foi abordado em tema que chamou minha atenção. Um dos tópicos tratados pelos SUS é a equidade, que seria basicamente tratar desigualmente os individos para promover a igualdade.

Não é possível comparar o Brasil com países como a França sobre a qualidade da saúde pública, mesmo porque é um país menor em território e em habitantes e a divisão inevitavelmente é muito desproporcional. Por isso é necessário que haja diferença no atendimento público, para que aquele que nunca teve acesso a saúde básica por exemplo, tenha condições de um dia se igualar aos mais favorecidos. Soa um tanto estranho inicialmente esse pensamento, porém ao se colocar no lugar de pessoas que vivem em situações de extrema pobreza, em que em muitos casos não tiveram acesso a saúde sanitária começamos a observar o quão desigual deve ser. 

O SUS deve transgredir e futuramente ter capacidade de atender a toda população igualmente, como profere seus princípios, entretanto não se pode ser cego ao ponto de ignorar os reais problemas de cada região. 



Mas, tenho esperança e espero por dias melhores.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Educação em saúde

Hoje tive a primeira aula de educação em saúde e achei interessante compartilhar esse assunto, já que é de interesse de todos.

                A integralidade, uma das metas do SUS, está na prevenção e promoção dos indivíduos. Ou seja, o profissional não deve se restringir na assistência curativa, o histórico do individuo é essencial para compreensão dos hábitos que levaram ou poderão causar uma patologia. Por isso informar a comunidade sobre a saúde básica cabe a qualquer profissional, seja da saúde ou não, orientar da melhor forma sobre os cuidados com a sua saúde.
                Segundo Paulo Freire, a participação de todos na produção do conhecimento é a chave para que a informação a ser dada a uma comunidade seja do interesse de ambas as partes, só assim, falando o porque da importância da higienização, por exemplo, será transformada em conhecimento. Não existe a verdade absoluta deve-se ter dialogo entre os que estão divulgando a informação e o publico, não se esquecendo de focar qual o publico alvo.
                O Brasil tem um histórico muito ruim em relação a saúde e medicamentos. A maioria da população se automedica, e isso tem um porquê. Durante o século XIX, com o surgimento de cortiços e o êxodo rural, as pessoas se aglomeravam em péssimas condições sanitárias aumentando os surtos epidêmicos das novas cidades brasileiras. Principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, se viram na obrigação de fazer algo a respeito, não para melhorar a saúde da população, mas sim melhorar a imagem das cidades politicamente. Nesse mesmo período com o avanço da ciência foi descoberto a existência de patógenos, que na visão da época seria o responsável pelas doenças. Há também o surgimento das multinacionais farmacêuticas que aterrorizavam a mente das pessoas. Essa época, para fins didáticos, ficou conhecida como Higienização.
                A educação dada aos indivíduos era muito controladora. Segundo Durken, o surgimento das doenças é pela ignorância e descaso das pessoas. O que não deixa de ter um fundo de verdade, porem o descaso maior naquela época era do governo, que não tinha o compromisso de informar da maneira certa a população. Um exemplo disso foi os folhetos escritos sobre a importância da vacinação distribuídos a população, que na época era a maioria analfabeta. Com falta de informação a população não aceita o recebimento das vacinas, que passaram então a ser dadas com ajuda dos policiais, arrombando as casas. A vacinação obrigatória revoltou a população, não por menos, já que estavam “aplicando uma doença” no organismo dos indivíduos.                      
                Após esse acontecimento desastroso de tentar controlar a febre amarela, passaram a incluir no currículo de escolas primárias a higienização básica  para as crianças. No entanto quem no inicio do século XX ia na escola? Claro, todos menos os que sofriam mesmo com o problema, os menos favorecidos. Dizia-se naqueles tempos que eles eram os promissores das doenças.
                Para não ficar muito extenso o assunto irei parar por aqui, mas já deu de ter uma noção do nosso histórico de automedicação, a mídia influencia como sempre e aterrorizam todos a medicar-se para prevenir a doença. O que não é muito diferente de hoje.
                Segundo um dos princípios do SUS, a de equidade, tratar desigualmente os indivíduos para promover a igualdade da população, mas esse será um dos assuntos da próxima semana.